E se Bolsonaro morrer?
A pergunta que uma influencer bolsonarista repetiu diversas vezes ao atacar os jornalistas que cobrem a evolução do quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, em frente a um hospital de luxo em Brasília, é, na verdade, bastante pertinente dentro do trabalho que esses profissionais estão realizando.
Se essa pergunta fosse dirigida a mim, talvez eu recorresse a uma frase dita pelo próprio Bolsonaro quando milhares de brasileiros morriam durante a pandemia: “Eu vou fazer o quê? Não sou coveiro”. A frase, que na época simbolizou uma postura de indiferença diante da tragédia nacional, hoje retorna quase como ironia histórica. Mas este não é o caso.
Mas o fato é que a pergunta feita pelos jornalistas não surge do nada. Diante do quadro clínico divulgado pelos médicos e da evidente estratégia de vitimização patrocinada pela família, existe, sim, a possibilidade da morte. Ou não haveria? Estariam esses familiares apenas desejando que o condenado cumpra eventual pena em uma residência confortável, com churrasqueira e........
