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A lição húngara. Opinião de Pedro Marques Lopes

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16.04.2026

Vivemos numa época em que as derrotas de quem quer destruir a democracia e a liberdade são tão escassas que, quando acontecem, merecem ser celebradas. No fundo, significam uma réstia de esperança num mundo que levou gerações e gerações a construir um modelo de sociedade que permitisse a mais pessoas ter uma vida digna, livre e justa.

É na Europa que esse sonho ainda vive. É no mais extraordinário projeto de paz com prosperidade, de direitos sociais com crescimento económico, de tolerância com promoção dos direitos humanos, que reside a esperança de todos os democratas do mundo.

O nosso aliado americano, para quem nos voltávamos em tempos de aflição, sucumbiu às mãos de um bando de ignorantes alucinados. Esse gigante, cheio dos defeitos típicos de quem tem demasiado poder, ingénuo, mas a quem devemos tanto, abandonou a ideia de democracia e liberdade que estava na sua raiz fundadora.

A leste, temos uma potência militar que vê na expansão territorial a solução para os seus problemas existenciais: uma ditadura feroz, conduzida por um homem que sonha ser um novo czar, vermelho ou branco.

Estes, acompanhados da ditadura niilista chinesa, têm como objetivo destruir o projeto europeu. Nada mais natural: os nossos valores são repugnantes para essa gente. Eles querem o regresso ao obscurantismo − às discriminações em razão do sexo, da origem geográfica ou da orientação sexual; ao fim das liberdades, da separação de poderes e de tudo o que define o Estado de direito.

A “Internacional Populista”, parafraseando o El País, sofreu uma........

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