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O eterno bom malandro

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25.03.2026

Partiu Mário Zambujal, o teu 3º Mário.

Há pessoas que escrevem livros. E depois há pessoas como Mário Zambujal, que escreviam livros como quem conta histórias à mesa de café, entre uma bica e uma gargalhada. Nos livros dele, suspeita-se sempre que o narrador está a piscar o olho ao leitor – e, se não está, devia estar.

Como tantos bons contadores de histórias portugueses, começou no território do jornalismo, onde as palavras são curtas, os prazos são cruéis e os chefes de redação acreditam que “mais depressa” é um estilo literário. Precisamente onde o conheceste.

Os seus livros são uma mistura de ironia elegante, observação afiada e aquela arte portuguesa de rir de tudo – especialmente de nós próprios. Características tão semelhantes às tuas. 

Creio que o verdadeiro salto literário se deu com o romance “Crónica dos Bons Malandros”. Um livro que prova duas coisas: que os malandros portugueses podem ser encantadores e que um assalto pode ser........

© SOL