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Na política não há certezas

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20.02.2026

1. José Luís Carneiro recandidatou-se à liderança do PS. Vai ganhar à vontadinha. Merece. Tem cumprido com zelo, moderação e decidiu agora ser mais exigente com Montenegro. Nenhum dos camaradas que o detestam (em regra são os que também odeiam Seguro) o vai afrontar. Sabem ser inútil. Carneiro tem afinidades com Seguro, o que não significa cumplicidade. Vai ficar a mandar no Largo do Rato até às próximas legislativas. Em teoria, Portugal entrou num ciclo de estabilidade nas lideranças políticas. O Presidente eleito vai contribuir para tal, já que não é adepto da hipermediatização suscetível de interpretações dúbias. É antes um sábio gestor de silêncios (eventualmente o melhor dos últimos 50 anos). Nos seus quadrantes, Montenegro e Melo dominam a AD. Só terão problemas por via das falhas na ação governativa, intervenções judiciais ou bombas mediáticas. Apenas Passos faz comichão. No Bloco, José Manuel Pureza trouxe ponderação. Contrasta com a histeria extremista das mortáguas e flotilhas. No PCP, Paulo Raimundo estará. Mesmo que deixasse de estar, viria outro dizer o mesmo. O PC de hoje é pouco mais do que a cúpula da CGTP. Pode haver alguma agitação no Chega. Ventura não tem rival nem o lugar em causa. Vai multiplicar números políticos disruptivos para redes sociais e tvs. Mas tem de se legalizar. O Chega está ilegal face à lei........

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