O IAG saiu da corrida à TAP e entrou na corrida contra a TAP
Diz-se por aí, com um entusiasmo aljubarrotiano, que a saída do grupo IAG do processo de reprivatização minoritária da TAP afastou, de vez, o fantasma da transferência do hub de Lisboa para Madrid. Convinha começar por explicar um paradoxo: esse fantasma já existe e, ao mesmo tempo, nunca existiu nesta corrida.
Para quem quer ir do Porto ou de Faro para destinos sem voos diretos, como Washington ou Fortaleza, a escala nalgum lugar é obrigatória – se é Lisboa, Madrid ou Paris é uma escolha pessoal; o mesmo acontece para quem quer viajar de Lisboa para a Cidade do México ou Tóquio, destinos sem voos diretos da Portela e em que Madrid é apenas mais uma opção como tantas outras. Acontece que Madrid – seja pela proximidade, pela lógica ou pela enorme capacidade aérea disponível – surge bem posicionada como ponto de escala/hub para os portugueses... assim como Espanha surge como um enorme destino final dos passageiros de longo curso da TAP que trocam de avião em Lisboa e seguem para os 8 a 11 destinos (consoante a estação do ano) que opera para o país vizinho.
O interesse do IAG na TAP não era o de continuar a ser........
