Azerbaijão, o novo hub invisível
Do Espaço, o céu parece não ter limites nem fronteiras. A realidade da aviação comercial mostra exatamente o contrário porque, na verdade, o céu está dividido em rotas e corredores aéreos sob responsabilidade de diferentes autoridades de aviação civil. Em tempos de conflito, essas fronteiras tornam-se ainda mais rígidas, seja por razões geopolíticas, seja por razões de segurança… ou por ambas.
Convém, antes de mais, recordar um detalhe muitas vezes esquecido: a Terra não é plana; é uma esfera e, por isso, os aviões não voam simplesmente “em linha reta” quando atravessam continentes. Seguem rotas previamente definidas que procuram equilibrar vários fatores: tempo de voo, consumo de combustível, segurança e produtividade do avião.
Durante décadas, a espinha dorsal das ligações aéreas entre a Europa e o Extremo Oriente foi o chamado corredor transiberiano, com centenas de voos diários a cruzarem o espaço aéreo........
