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As empresas mais rápidas vão “comer” as lentas

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16.12.2025

Na era da inteligência artificial, não são as empresas grandes que “engolem” as pequenas, são as rápidas que deixam as lentas para trás atirando-as para fora do tabuleiro de jogo

Durante muitos anos a regra parecia simples: as empresas grandes comiam as pequenas. Tinham mais capital, mais pessoas, mais clientes e a vantagem de terem mais tempo para aguentar crises. Lembro-me de reuniões em que o tamanho do orçamento e da estrutura era quase sinónimo de vitória garantida. Se uma grande empresa decidia entrar num mercado, o discurso habitual era o de que mais tarde ou mais cedo acabaria por esmagar os pequenos jogadores. Hoje, depois de mais de uma década em contacto direto com empresas de várias dimensões e, nos últimos anos, cada vez mais mergulhado na transformação digital, já não acredito nessa regra. A inteligência artificial virou o tabuleiro e trocou o poder do tamanho pelo poder da velocidade.

A chegada da inteligência artificial generativa não foi apenas mais uma vaga tecnológica, foi como ligar eletricidade a uma fábrica que ainda trabalhava à manivela. De repente, uma equipa de três ou quatro pessoas, com uma subscrição de 20 euros por mês, consegue desenhar processos de ponta a ponta, criar agentes que automatizam tarefas complexas, ler e interpretar documentação técnica de toda a empresa em segundos. Não estou a falar de teoria, estou a falar de operações que vejo no terreno, em........

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