Nojo é pouco: o que sobrou do espetáculo degradante no STF
O nojo é uma emoção básica e visceral, cuja reação fisiológica de náusea é facilmente reconhecível. O nariz franzido, lábio superior levantado e, em casos intensos, a língua projetada para fora, formando uma expressão de vômito embrionário.
Dito isso, é preciso achar outra palavra para definir o sentimento de qualquer brasileiro com a sessão extraordinária do STF para decidir se Alexandre de Moraes seria investigado.
E, diante desta pestilência, chamar de “mal-estar cívico”, como fez a ministra Cármen Lúcia, soa até ofensivo. É tratar aquela sordidez como se fosse briga de vizinhos em reunião de condomínio. Não é.
Qualquer reunião condominial tem mais decoro do que aquilo.
E a ministra pediu desculpas pelo espetáculo grotesco.
Aceito se sua “excelência” pedir desculpas também por censurar um documentário durante a eleição de 2022; por chamar de "tiranos" quem ousa criticar o STF nas redes sociais; por acompanhar, voto após voto, as perversidades de Alexandre de........
