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Pseudo-descentralização

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Quem não ouviu ou leu, nas últimas décadas, discursos inflamados sobre a necessidade de “descentralizar” ou “aproximar os decisores das populações” ou ainda elogiar as virtudes de uma “gestão de proximidade” na área da Educação, de forma a combater o centralismo nefasto insensível de Lisboa em relação às necessidades e realidades locais? Tudo ajoujado com estudos, com mais ou menos aspas, alegadamente demonstrativos da bondade extrema de “desconcentrar os serviços” e transferir competências do “Estado Central” para as escolas (frio), as autarquias (quente) ou para entidades intermunicipais ou de coordenação regional (a escaldar).

Tudo coberto por muito boas intenções, promessas de confiança no “trabalho feito” e garantias de “autonomia”, mas escassas garantias de mecanismos de........

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