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A imparável força do futebol

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30.06.2026

O meu filho é 100 anos mais novo do que o FC Porto. Nasceu em 1993, nas vésperas do início do único penta do futebol português. Ao contrário de muitos pais e avós, nunca o inscrevi como sócio do FC Porto nem nunca o influenciei, pelo menos de uma forma direta ou consciente, para ele ser do meu clube. Aliás, ele até começou por dizer que era do Sporting, coisa que eu tive de tolerar com a esperança de que ele um dia abrisse os olhos e encontrasse o bom caminho.

Umas semanas antes de fazer 6 anos (em pleno ano do penta), pergunto-lhe:

— O que queres de prenda de anos?

— Uma camisola do Sporting, diz-me.

Conformei-me e comecei a pensar em pedir a um amigo sportinguista que me fizesse o favor de comprar uma camisola do Sporting…

Mas as forças do bem e da razão, mesmo quando trabalham em silêncio, são muito poderosas. E, um dia, estávamos nós no corredor lá de casa a jogar à bola, para irritação da mãe, e diz-me ele:

— Pai, afinal sou do FC Porto!

— Tens a certeza? Já não queres a camisola do Sporting?

— Não, quero uma camisola do FC Porto.

Meu dito, meu feito. No fim de semana seguinte, meti-me no carro com ele e fomos até ao Porto. Direção: estádio das Antas. A equipa costumava treinar num relvado por trás do estádio e fomos até lá para tentar ver a equipa. Não havia ninguém.

— Hoje não há treino?

— Estão no Parque da Cidade.

Lá fomos nós. Antes, passei pela loja do FC Porto e comprei uma camisola e uma bola de futebol.

No Parque da Cidade, vimos à distância os jogadores a correrem e descontraírem. À sombra, o treinador e a equipa técnica esperavam pelo fim........

© A Bola