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“Da velocidade para a morgue: O...”

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10.05.2026

Em Portugal, e em Braga, há pessoas a morrer nas ruas que não tinham de morrer. Não é uma fatalidade. Não é azar. É uma falha de decisão política. Segundo o último relatório europeu sobre sinistralidade rodoviária, Portugal lidera na União Europeia no número de mortos em sinistros dentro das localidades: 55%. Em Espanha, são 27%. Esta diferença não se explica por acaso. Explica-se por escolhas, ou pela falta delas. E essas escolhas, nas cidades, são dos Municípios. Mesmo considerando as vias sob gestão das Infraestruturas de Portugal, os dados da ANSR - Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, mostram que as ruas com mais sinistralidade em Braga são municipais. O excesso de velocidade em meio urbano é o principal factor de morte. Isto não é discutível. Está estudado, comprovado e repetido até à exaustão. O que já não se percebe é a inação de quem tem responsabilidade direta sobre o espaço onde isto acontece. Em Braga, os sinais de 30 km/h são ignorados todos os dias. Nas principais avenidas, os 50 km/h são uma ficção.........

© Correio do Minho