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O Misterioso Caso da "Gata Triste"

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18.01.2026

No passado dia 12 de Janeiro, ocorreu o cinquentenário do falecimento de Agatha Christie. É no seu primeiro romance, O misterioso caso de Styles, publicado em 1920, que se estreia Hercule Poirot, o meticuloso detective belga que, com a ajuda do inseparável Capitão Hastings, consegue sempre resolver os mais difíceis casos policiais.

É impressionante a obra desta autora britânica que, embora nascida Miller, usou, como escritora, o apelido do seu primeiro marido, o Coronel Archibald Christie, mesmo depois de se divorciarem e de ela casar novamente, desta feita com Sir Max Mallowan. Foi Dama do Império Britânico e escreveu, entre outros textos, 66 romances policiais, 15 volumes de contos, 6 outras novelas, para além de uma obra de teatro, A Ratoeira, que esteve em cena, em Londres, de 1952 até 2020.

Depois de ler os livros de Enid Blyton – primeiro, o infantil Noddy, seguido pelas aventuras juvenis de Os sete e, depois, de Os cinco – muito disfrutei com os policiais de Agatha Christie, ou a Gata Triste, como dizia um meu irmão mais novo, então incapaz de dizer correctamente o seu nome. Procurava adivinhar o desfecho dos casos, mas sem cair na armadilha de seguir o raciocínio irremediavelmente errado do Capitão Hastings, que cumpria a missão de nos distrair da verdadeira solução, que, como é óbvio, só Poirot lograva descobrir, num golpe de génio teatral, sobretudo quando convocava os intervenientes para uma sessão final, na qual desvendava o crime de forma surpreendente.

Enid Blyton já nos tinha ensinado que o chá se toma às cinco em ponto, acompanhado de scones,........

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