'Sexa': nunca é tarde para amar, brincar e sonhar
Antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é autora de "A Invenção de uma Bela Velhice"
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No dia 11 de dezembro, dia do meu aniversário, fui convidada para participar de um debate sobre "Sexa", primeiro filme dirigido por Gloria Pires.
Coincidentemente, a primeira cena de "Sexa" é o dia em que Bárbara/Gloria Pires completa 60 anos. A melhor amiga chega com um bolo e pergunta o que Bárbara pediu quando apagou as velinhas. "Pedi colágeno", ela responde. Uma conversa entre as amigas anuncia o tom de "Sexa".
"Homens carecas, barrigudos, grisalhos, não estão nem aí. Continuam charmosos, poderosos, autoestima lá em cima".
"Você está presa num único detalhe que é a sua idade. Você é uma mulher independente, inteligente, mora perto do mar, ganha bem".
"Então, isso não é uma ironia? Ter que deixar de sentir prazer, de gostar das coisas boas da vida porque virei sexagenária?".
"Sexa. Você chegou até aqui e não aprendeu nada? Ser sexa é muito mais do que ser da turma do bingo e........
