menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Eles andem aí

12 0
11.05.2025

Vistos os debates para as próximas eleições, onde adorei todas as promessas, fiquei feliz por perceber que afinal de contas tudo se resolve com boa vontade e muita sensibilidade. Eu, que inocentemente fazia fé que só com trabalho, estratégia, audácia, coragem, e verdade, é que se ia lá, fui iluminado por todos os líderes partidários que me fizeram ver que a distância entre o querer e a concretização é um trajecto que se faz num tirinho. Aliás, isto é mesmo tudo muito à frente, até o modelo escolhido para os debates. Doze a treze minutinhos para cada um prometer aquilo que o outro se esqueceu de prometer, seguido de horas e horas de comentários onde unanimemente se decreta que o Dr. Ventura perdeu todos os debates. E foi esta questão da unanimidade que me alertou para o tema da espionagem, e de como podem andar por aí grandes tramas.

Mas antes de entrar no tema, e a propósito do Dr. Ventura, custa perceber porque é que este sujeito fala invariavelmente dos imigrantes e das crescentes tensões sociais em curso. Ou sobre alguns comportamentos impróprios típicos de certas minorias, ou ainda do caos no ensino e hospitais. Da minha parte não tenho dado por nada nas minhas caminhadas pela Estrada do Guincho e passeios pela Quinta da Marinha. E mesmo no caminho de volta para casa não tenho sentido problemas de transporte, pois chego sempre a horas para as calls do meu trabalho remoto, continuando o carro a cumprir na perfeição quando roda por estas bonitas estradas sempre desimpedidas. E nas duas ou três incursões que fiz ao Hospital da CUF não denotei turbulências no eficiente atendimento. Nem no Porto, onde estive recentemente, senti qualquer espécie de problemas na zona da Foz onde fiquei, onde o casamento entre o rio e o mar nos lava a alma, ou nas caves de Vinho do Porto que visitei, onde os néctares nos suavizam os sentidos. E caída a noite, quando todos os perigos espreitam, a caminhada até ao restaurante Cafeína pareceu-me muito aprazível e completamente livre de sobressaltos. Sim, volta e meia vislumbro assim meio ao longe um ou outro exótico. Mas só isso.........

© Observador