Natal é todos os dias
Deveria ter ficado mais tempo a apreciar o novo ciclo expositivo do Centro Internacional de Artes José de Guimarães (CIAJG) que, no sábado, se inaugurou. Uma nova disposição de parte da arte africana que o artista plástico comprou e colecionou ao longo de muitos anos, o artista que dá o nome ao centro, apareceu, perdendo nós, por momentos, a maravilhosa disposição que a grande sala tinha. Mas ganhamos uma enorme e cuidada extensão da arte fotográfica de Jorge Molder, bem como a presença do jovem artista plástico escocês Aidan Duffy. Dava para estar ali mais tempo, mas o vício e, sobretudo, a esperança são sempre mais fortes do que o juízo.
Assim, quando comecei a ver o jogo, já a primeira oferenda havia sido entregue. No entanto, daquilo que tive a oportunidade de ver, assisti, no final da primeira parte, a uma reação personalizada da minha equipa que (pareceu-me) estava a dominar a equipa lisboeta. Depois das últimas penosas exibições, senti um certo alívio pela desinibição e coragem da equipa. Mas, em bom rigor, tudo nos corre mal e veio a segunda oferenda, já na segunda parte, à qual a equipa reagiu como pôde, e depois a terceira oferenda (esta um azar!) que concluiu a história de um jogo, do qual não esperava muito da minha equipa, mas, na verdade, até conseguiu fazer umas coisas interessantes. Digo eu que estava à espera de pior.
Um momento, previsivelmente, feliz para o adepto vitoriano será esta paragem do campeonato. Vamos ter umas semanas (creio que duas, poderiam até ser mais) sem futebol autóctone. Um alívio. Não vamos sofrer. Vão folgar, por momentos, as costas.
