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Aleluia

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Acho que não haverá adepto vitoriano que, hoje, esteja a fazer contas sobre a possibilidade de o seu clube ficar em posição que lhe permita chegar às competições europeias. Já resolvemos, pela prévia assunção dessa impossibilidade, apesar de não matemática, o problema. Restará, agora, assumir a dignidade na luta e - isso será mais difícil, creio - perspetivar a próxima época sem a voracidade das trocas e baldrocas, que tanto nos irritam e desanimam.

Defrontar o Tondela - com cujos adeptos existe uma amizade saudável e um bom exemplo de desportivismo no futebol - foi o ideal para o reencontro da equipa com uma exibição serena e produtiva, que já fazia falta há bastante tempo. A afirmação dos jovens como Camara, Toni Strata, Miguel Nogueira, Gonçalo Nogueira, Diogo Sousa ou Saviolo, todos sub-22, é um tónico extra, de esperança, para acompanhar o que resta do campeonato. Até o angolano Beni, jogador central da equipa, tem apenas 23 anos, apesar de parecer ter mais, tal a confiança que apresenta.

Terminar com propósito e dignidade é tudo que se espera, quando já fomos bem mais felizes durante o decorrer desta época. Dar confiança a quem entra no mundo competitivo do futebol, aos jovens, que, face à inexperiência, oscilam facilmente entre a euforia e a depressão.

É importante, ainda, reforçar e estimular os laços entre os jogadores da equipa. É isso que torna as equipas melhores. Quando Samu, o capitão, prescinde de ser ele a marcar o último penálti para João Mendes, não sendo redundante no propósito, cimenta-se uma das coisas importantes no desporto de equipa: a partilha.


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