A falha territorial não é apenas do passado
A chamada "falha territorial" não é nova. Tem história, tem enquadramento constitucional e tem sido, ao longo de décadas, objeto de sucessivas leituras. A ausência de regiões político-administrativas é frequentemente apontada como o elemento central dessa falha, como se a criação de um novo nível institucional fosse, por si só, condição suficiente para corrigir assimetrias profundas e persistentes.
Esta leitura é insuficiente.
Portugal não falha apenas por aquilo que não criou no passado. Falha, sobretudo, pelas opções que continua a fazer no presente. E é nesse plano que a discussão se torna mais exigente e menos confortável.
A coesão territorial não depende exclusivamente de arquitetura institucional. Depende de decisões........
