menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

De PC a Vorcaro, a nova"Tsar Bomba" da República

26 0
12.09.2026

Alvejado no peito, em 23 de junho de 1996, foi encontrado morto o advogado Paulo César Farias, mais conhecido como PC Farias, ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello ao Palácio do Planalto. Estava em sua mansão na Praia de Guaxuma, em Maceió (AL), ao lado da namorada Suzana Marcolino, também assassinada com um disparo. PC Farias, estava em liberdade condicional. Ao centro de uma rede de corrupção montada no governo Collor, PC era réu em processos por crimes financeiros, sonegação fiscal, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. Estima-se que, nos 30 meses da gestão do “caçador de marajás”, o esquema tenha arrecadado, de empresários, o equivalente a US$ 8 milhões. Além disso, teria movimentado US$ 1 bilhão dos cofres públicos.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Até a emergência de Daniel Vorcaro, talvez PC Farias tenha sido, para quem acompanha a política, a personificação da promiscuidade entre o capital privado corporativo e o topo das instituições da República: moldou o conceito moderno de lobby ilegal e rede de corrupção sistêmica, operando ao centro de uma estrutura paralela de poder, que conectava o sistema bancário, o poder Executivo, empreiteiras, parlamentares e o Judiciário. PC Farias representou algo como um “marco de transição” da profissionalização do “operador corporativo” na Nova República, quando a corrupção deixou de ser um arranjo ocasional, para se consolidar numa engenharia complexa de poder paralelo.

PC Farias encontrou na história, enfim, quem o superasse. O escândalo Master se abateu sobre os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Jaques Wagner (PT-BA), além de ameaçar Renan Calheiros (MDB-AL) e o presidente do........

© Estado de Minas