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Articuladores mentirosos, incompetentes ou cegos

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01.05.2026

Um companheiro escreveu, num dos nossos grupos de WhatsApp: “Êita Senado porreta! Aceitou Flávio Dino, comunista, e rejeitou o ‘crente’. Só rindo (de raiva)”, fina e triste ironia.

A minha maior ira não é em relação aos votos dos senadores, não espero nada dessa gente; a maioria é de direita ou de extrema-direita, sem projeto para o país; alguns se apresentam como lobistas de setores econômicos, outros são, dizem, apenas corruptos em busca do enriquecimento pessoal. Minha indignação é em relação à articulação política do governo.

A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal representa uma derrota histórica para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de evidenciar fragilidades graves na articulação política do governo. Não conheço o indicado e, a meu juízo, o nosso campo tem juristas muito mais preparados que o candidato derrotado, como, por exemplo: Pedro Serrano, Ricardo Lodi Ribeiro, Carol Proner e Lenio Luiz Streck, dentre outros, mas eu não sou o presidente da República.

Também não ignoro que o Congresso é presidido por um sionista, com ares de Dom Vito Corleone.

Não sou pago para fazer articulações, nem para levar informações ao presidente; quem é pago para isso falhou ou mentiu para o presidente.

A articulação política é um ponto central de comparação entre o segundo mandato de Dilma Rousseff (que levou ao impeachment em 2016) e o terceiro mandato de Lula (iniciado em 2023), com desafios distintos, mas com pontos de........

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