Fachin tem o dever de tirar Mendonça do caso Master
Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, terá mesmo tomado as rédeas da corte e sua atuação, a partir de agora, pacificará os ânimos dos ministros-contendores? Mais que obter uma paz de fachada, caso pretenda de fato devolver a aura de “guardião da Constituição” ao tribunal, Fachin terá de cobrar justificativa convincente de Alexandre de Moraes para sua relação com Daniel Vorcaro, cuja promiscuidade é evidente. Difícil enquadrar Moraes, dono de personalidade forte e argumentação dura, num plenário em que metade dos membros lhe é simpática. Emoções reservadas para terça-feira (15).
O caso de André Mendonça é mais grave, porém de solução mais fácil. O juiz terrivelmente evangélico e abertamente bolsonarista não pode permanecer relatando os inquéritos do Banco Master e do INSS — basta a Fachin substituí-lo. Mendonça não se comporta como um árbitro imparcial e passou a usar a relatoria para interferir na PF, proteger aliados políticos e atingir adversários. É vexatória sua inação quanto ao achaque cordial de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, sob a frágil justificativa de relação privada para patrocinar um filme.
Mendonça já virou boneco inflável nos comícios da extrema-direita. É peça-chave na operação “Delenda Lula........
