De que lado ficará Cármen Lúcia?
A quizila entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, repleta de chicanas de ambas as partes, irá ao plenário do Supremo Tribunal Federal pelas mãos do presidente Edson Fachin, como prometido. Se daquele palco outrora sacrossanto sairá alguma solução concreta, que ponha fim ao conflito sem fechar os olhos para condutas indevidas — quiçá criminosas — dos dois, não se sabe. Projeta-se uma corte dividida na análise da contenda. Impossível não enxergar na divisão suprema governistas de um lado, o de Moraes, e opositores do outro, o de Mendonça, ainda que os ministros nunca admitam oficialmente viés partidário em suas decisões. Pelos cálculos dos “especialistas” em STF, restará a Cármen Lúcia o papel de Minerva.
Arriscar adivinhar como argumentará a ministra no caso em tela é apostar no escuro. Se juízes são antes de tudo pessoas que possuem noções particulares de moral, preferências ideológicas e simpatias partidárias, ainda que estejam obrigados a demonstrar apego gélido à lei, Cármen Lúcia conserva-se em mistério. Atos passados dela recomendam que não se tente antever seus passos futuros. Seria ela, portanto, uma juíza 100% técnica? Este jornalista não crê que isso exista num tribunal........
