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Guerra, petróleo e soberania: quem pode liderar o Brasil em um mundo em ruptura?

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18.05.2026

O mundo voltou a conviver com um fantasma que parecia parcialmente adormecido desde as grandes crises energéticas do século XX: o temor de uma ruptura sistêmica provocada por guerras envolvendo petróleo, rotas marítimas estratégicas e disputas entre grandes potências. A nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, somada às ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz — corredor por onde circula parcela significativa do petróleo e gás mundial — reacendeu simultaneamente temores inflacionários, turbulências financeiras e preocupações geopolíticas globais. Os preços do petróleo dispararam, bolsas oscilaram e mercados de títulos passaram a refletir novamente o risco de inflação persistente e desaceleração econômica. 

O quadro é particularmente sensível porque o sistema internacional já atravessava uma fase de enorme fragilidade estrutural. A economia mundial vinha desacelerando após anos marcados por pandemia, guerras regionais, inflação elevada, fragmentação das cadeias globais de produção e disputas crescentes entre Estados Unidos e China. A isso soma-se agora a possibilidade de um choque energético de grandes proporções.

O temor internacional não se resume apenas ao preço do barril. O verdadeiro receio é que um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz provoque gargalos físicos de abastecimento energético, algo mencionado inclusive por analistas internacionais diante da possibilidade de “escassez física de petróleo”. Em um mundo altamente dependente de energia fóssil para transporte, logística, fertilizantes, indústria e geração de eletricidade, o impacto potencial é gigantesco.

Sob o ponto de vista da economia americana, a preocupação imediata está ligada à inflação, aos juros e ao desgaste político interno. O aumento do petróleo encarece combustíveis, pressiona custos produtivos e dificulta o trabalho do Federal Reserve no controle inflacionário. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos, apesar da expansão do shale oil e da relativa autossuficiência energética alcançada nos últimos anos, continuam profundamente dependentes da estabilidade do sistema internacional do petróleo. Não se trata apenas de importar petróleo, mas de preservar a arquitetura global que sustenta o dólar, os fluxos financeiros internacionais e a confiança dos mercados.

Além disso, guerras........

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