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O cerco colonial e a ofensiva popular: classe, guerra híbrida e soberania nacional

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10.10.2026

1.A Inflexão Geopolítica e a Natureza de Classe da Ofensiva Reacionária – A encruzilhada histórica enfrentada pela sociedade brasileira no processo eleitoral de outubro de 2026 inscreve-se na crise estrutural do sistema imperialista mundial e na reorganização das forças que disputam a hegemonia global. Sob o rigor metodológico do materialismo histórico-dialético e da paralaxe classista, desmistifica-se a tese liberal que reduz o embate entre dois projetos de poder a um mero torneio de marketing político institucionalizado. O confronto expressa o antagonismo irreconciliável entre a afirmação da soberania do Sul Global — alicerçada na multipolaridade e na integração estratégica dos BRICS — e a violenta tentativa de recolonização do território sul-americano pilotada pelo consórcio hegemônico euro-atlântico.Enfrentando perdas de posições hegemônicas no leste da Eurásia e no Oeste Asiático, os centros do capital financeiro internacional voltam seus olhos para a América Latina como reserva de valor indispensável à sustentação de sua acumulação parasitária. A correia de transmissão interna desse cerco geopolítico consolida-se na aliança orgânica entre a burguesia compradora, o latifúndio agroexportador predatório e as bancadas da extrema-direita parlamentar. Essa fração oligárquica atua como agente direta de desmonte do Estado nacional, visando a apropriação predatória do excedente gerado pelo trabalho e a entrega subordinada de bens energéticos, minerais críticos e do Pré-Sal aos conglomerados monopolistas transnacionais.

2. A Guerra Cognitiva, a Sabotagem Institucional e a Memória Histórica de 1964 – A tática de dominação orquestrada pelas forças da reação patronal combina métodos avançados de guerra híbrida com a........

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