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A nova corrida armamentista e a soberania brasileira

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26.07.2026

O mundo assiste ao surgimento de uma nova e acelerada corrida armamentista. Não se trata simplesmente da repetição da Guerra Fria, mas de uma disputa por poder que combina interesses econômicos, domínio tecnológico, controle de recursos estratégicos, influência geopolítica e capacidade militar.

O exemplo histórico mais emblemático dessa corrida armamentista ocorreu durante a Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética disputaram a supremacia militar e nuclear. Em 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos utilizaram bombas atômicas contra Hiroshima e Nagasaki. Quatro anos depois, em 1949, a União Soviética realizou seu primeiro teste nuclear, rompendo o monopólio norte-americano sobre essa tecnologia.

A partir daí, as duas potências acumularam arsenais de proporções extraordinárias. Paradoxalmente, a capacidade de destruição mútua tornou-se um dos fatores de dissuasão de um confronto militar direto. A competição, entretanto, ultrapassou os arsenais e alcançou a ciência, a tecnologia, a economia e a exploração espacial.

O mundo de hoje é diferente. A dimensão ideológica permanece presente, mas já não explica, por si só, a natureza das disputas internacionais. O comunismo deixou de representar a ameaça global que lhe era atribuída durante a Guerra Fria, embora continue sendo utilizado, sobretudo por setores da direita radical, como recurso retórico para legitimar determinados projetos políticos, econômicos e culturais e, em situações extremas, justificar ameaças e intervenções contra outros Estados. As pressões sobre Cuba e a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, inserem-se nesse cenário em que argumentos........

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