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Guerra no Oriente Médio

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Ao lançar mísseis contra as bases dos Estados Unidos na Jordânia no último dia 30, depois de três dias sem ser atacado pelo Império, o Irã redefiniu o ritmo da guerra em curso. Ciente de que o tempo corre a seu favor, decidiu que era hora de substituir a estratégia da retaliação pelo controle do conflito, passando a ditar as regras do jogo no terreno militar.

Essa mudança foi meticulosamente pensada, como de resto sempre ocorre com os iranianos, e aconteceu em um momento crucial da guerra.

A previsão dos analistas econômicos é que neste mês de agosto se esgotem as reservas estratégicas de petróleo dos Estados Unidos, sendo também crítica a situação na Europa e na maioria dos países do mundo. Mesmo em Estados com grande produção o problema é grave, já que a maioria deles não possui capacidade de refino.

Os Estados Unidos têm procurado camuflar a realidade manipulando os mercados, de forma a que os preços da commodity não disparem e a inflação no país não degrade ainda mais a já baixa popularidade do governo. Das diferentes manobras realizadas, a que se tornou evidente foram as declarações de Trump na sexta-feira indicando falsos avanços nas negociações com o Irã e induzindo a queda de preço do petróleo. Ele e seus amigos próximos investiam em grandes compras na noite de sexta, quando os mercados já estavam fechados; a ofensiva bélica era reiniciada no final de semana, o valor do petróleo dava um salto e a revenda era feita. No domingo à noite os ataques cessavam, em função da reabertura dos mercados da Ásia. Além de essa tática já estar desmascarada, o tempo agora corre velozmente contra ela.

O pesadelo de Trump, contudo, não se resume ao receio de ser associado à imagem de Herbert Hoover, presidente dos Estados Unidos quando eclodiu a depressão mundial em 1929. O estoque de munições do país encontra-se em níveis baixíssimos, como, finalmente, admitiram o vice-presidente David Vance e o General Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Embora isso não inviabilize novos ataques, seu esgotamento implicaria um significativo período de absoluta incapacidade de enfrentamento de outros conflitos, já que sua reposição é um processo lento. Para os mísseis Tomahawk, por exemplo, a restituição completa é estimada em até cinco anos; e para os Patriot e os THAAD, essenciais na defesa e interceptação aérea, o cálculo é de três anos. Apenas como exemplo, se a China resolvesse tomar de volta o território de Taiwan nesse período, os Estados Unidos teriam que assistir passivamente.

Não por acaso, Trump blefou mais uma vez, prometendo destruir a infraestrutura do Irã no último fim de semana. Sabe que seu tempo está se esgotando e agora parece ter a consciência de que nenhuma ação militar será capaz de reverter o quadro em curto prazo, depois de ter buscado vários caminhos. A tática mais recente foi a tentativa de degradação da infraestrutura de locais importantes na Costa Sul do país, como os portos de Chabahar e de Bandar Abbas, na expectativa de fazer com que o Irã perdesse a capacidade militar de controlar a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz.

Outro dilema para Trump........

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