Preconceitos de Krugman contra China explicam a vitória de Trump e a deterioração da imagem americana no mundo
Ao lamentar os dados da recente pesquisa do instituto Pew Research Center sobre a virada da opinião pública global a favor da China, o economista Paul Krugman afirmou que essa mudança é “uma coisa ruim” para o mundo. Para o prêmio Nobel de Economia, a ascensão de Pequim representa um retrocesso porque “a China é uma autocracia corrupta, com pouco respeito pelos direitos humanos e nenhum por valores democráticos”.
A opinião de Krugman, publicada em seu Substack, expõe a cega arrogância que domina as elites de Washington. O economista não consegue enxergar que essa mesma soberba imperial que transpira em seu texto tem a mesma natureza, as mesmas origens, das forças obscuras que produziram a vitória de Donald Trump.
Krugman também se recusa a perceber que o declínio da imagem americana reflete o despertar da consciência da humanidade contra as manobras sórdidas do imperialismo para bloquear uma distribuição mais justa e plural das riquezas globais.
A razão pela qual a imagem da China cresce e supera a dos Estados Unidos decorre de uma percepção moral muito mais profunda do que supõe o Nobel de Economia.
Krugman parece não entender, por exemplo, que a pior violação possível dos direitos humanos é a guerra.
Ao enxergar a China como um esteio de contenção contra a máquina de guerra ocidental, os povos do mundo veem em Pequim uma verdadeira defensora da vida e da dignidade humana. Da mesma forma, quando a China defende uma governança global compartilhada entre mais........
