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Falsas partidas

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14.10.2026

1. Após várias presenças em lançamentos de livros, de umas quantas “aparições” com agenda programada em eventos e, finalmente, uma entrevista na televisão, já percebemos que Pedro Passos Coelho tem um plano. Está claro que, mal a oportunidade apareça, ele está disponível – para o “sacrifício” ou para o “dever”, conforme se lê nas entrelinhas… – para se assumir como líder da direita. Ou antes: de toda a direita, que engloba o PSD, o Chega e a IL, um trio que na sua opinião já deveria há muito ter formado um bloco forte e coeso, para poder governar sem constrangimentos.

Mas se sabemos que Passos Coelho tem um plano, ainda não conseguimos perceber qual é o seu programa. O que faria se fosse primeiro-ministro de um governo com maioria absoluta ou até, porventura, com uma direita que obtivesse dois terços do Parlamento e, assim, pudesse alterar a Constituição? Sabemos também que quer fazer reformas, mas quais? O que mudaria no Serviço Nacional de Saúde, na Educação, na Segurança Social, mas também nas relações laborais, na distribuição de riqueza e nos impostos?

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