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As árvores morrem na lama. E os governos?

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17.02.2026

Seria difícil encontrar uma melhor metáfora: árvores que aparentavam ser fortes, algumas delas centenárias e resistentes a muitas intempéries, foram derrubadas, nas últimas semanas, devido à conjugação dos ventos fortes com a saturação dos solos, provocada pelas enormes chuvadas dos sucessivos temporais que assolaram o território continental. A precipitação extrema, durante dias seguidos, amoleceu a terra e, com isso, as raízes deixaram de ter o apoio necessário para segurar a árvore. O fenómeno é conhecido: com o solo transformado em lama, o “efeito alavanca” do tronco sobre as raízes torna-se fatal, e as árvores tombam, mesmo com ventos a uma velocidade que já tinham suportado anteriormente ao longo da sua vida.

Portugal está como essas árvores que, durante anos, pensávamos ser fortes: fragilizado, com todas as suas debilidades à mostra e, nalguns casos, com a confiança no Estado já derrubada. O comboio de tempestades, de que aprendemos a fixar os nomes − Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e mais o que vier… −, não só derrubou centenas e centenas de árvores, fez voar telhados, deixou milhares de pessoas sem energia elétrica,........

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