Acelerar de olhos fechados… contra o muro
“Acho que vamos precisar de um barco maior.” Esta frase, saída da boca do ator Roy Scheider, tornou-se rapidamente a mais célebre de Tubarão, de Spielberg, e uma das mais lembradas da história do cinema. Ela é proferida ao fim de uma hora de filme, quando o grupo de três homens numa frágil embarcação viu, finalmente, a dimensão do animal que perseguia. Em meia dúzia de palavras, estava ali tudo: além de ajudar a alimentar o clima de suspense, aquela meia dúzia de palavras passou a ser usada também, como parábola, em diversas situações, como quando se percebe que alguém não está preparado para a tarefa a que se propôs, que subestimou a dimensão de um problema ou ganhou consciência de que as ferramentas que tem ao dispor são demasiado pequenas para a enormidade do desafio que tem de enfrentar.
É uma frase que, na sua simplicidade, revela os valores da prudência e do bom senso. E da necessidade de um bom planeamento, de forma a evitar surpresas desagradáveis.
O mundo mudou muito, entretanto. Tanto que, ao contrário desses idos de 1975, em que até em Hollywood ainda se acreditava........
