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Prémio Limão Azedo para a má despesa em Defesa sem mérito para a economia

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13.07.2026

A semana passada decorreu em Ancara a cimeira anual da NATO, entre a permanente instabilidade de Trump e o ambicioso lançamento de um modelo 3.0 da aliança defensiva filha da II Guerra Mundial.

Em Portugal, a atenção foi escassa, porque o País mediático e o Governo estavam mais concentrados no mundial de futebol, por entre transmissões de jogos a horas tardias e as três deslocações de Montenegro à América do Norte, mesmo com o País em situação de alerta devido à primeira vaga de incêndios rurais.

É certo que o tempo é já de férias e de distração, antecipando a silly season tão ansiada por este Governo precocemente estafado, mas não deixa de ser espantoso ver um primeiro-ministro a falar do risco dos incêndios rurais a partir da zona de flash interview do estádio de Dallas e também da barracada com a correção dos exames do ensino secundário a partir do concerto de Nick Cave, em Algés.

A cimeira da NATO permitiu ao Governo invocar como mérito a forma espremida como atingiu os 2,01% do PIB de despesas em Defesa em 2025, com muita ajuda de contabilidade criativa de despesas, sobretudo feitas pelas Finanças e pelo MAI, e prometer garbosamente chegar aos 3,1% já em 2026, com o contributo decisivo, mas mal esclarecido, do famoso PTRR.

Foi assim contornada a hipótese de reprimenda de Trumpe desta vez escapámos à........

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