Atratividade e fixação de polícias
Já bastas vezes temos vindo a referenciar o problema da atratividade como um dos problemas mais sérios que hoje perpassam as forças de segurança, já que a mesma conduz, entre outras, (1) ao envelhecimento progressivo dos recursos humanos, (2) ao atraso no acesso ao regime de pré-aposentação que é cada vez mais uma miragem e (3) à diminuição expressiva da capacidade de trabalho. Ora, sabemos bem que a distribuição de candidatos (os poucos que ainda temos) não é particularmente homogénea em todo o território, havendo ainda, à data de hoje, uma maioria de candidatos oriundos das zonas norte e centro do País em número muito maior que as necessidades cumuladas dos Comandos de Polícia dessas regiões. Isto leva, entre outras coisas, a um resultado óbvio: à permanência dilatada desses polícias nos grandes Comandos de Lisboa e Porto, tendo de aguardar, ad nauseam, por uma colocação perto da sua residência e da sua família. Percebe-se, por isso, um dos grandes motivos que afastam potenciais candidatos: saber que vão ter que lidar com uma realidade particularmente intensa em termos de risco e desgaste operacional por estas geografias apresentarem os maiores indicadores de criminalidade e conflito, e por terem que o fazer durante períodos muito longos de uma a duas décadas, longe das suas origens.
O que é que temos então que fazer para melhorar os níveis de fixação nestas regiões? Não só melhorar as........
