Top 5: o que Indian Wells nos disse sobre o tênis de hoje
Top 5: o que Indian Wells nos disse sobre o tênis de hoje
Indian Wells terminou neste domingo, com duas finais memoráveis, conquistas brilhantes de Aryna Sabalenka e Jannik Sinner, campanhas invejáveis de Elena Rybakina e Daniil Medvedev e um punhado de atuações empolgantes de João Fonseca. Mas o que o torneio californiano e os resultados destas duas semanas nos disseram de mais importante? Listo abaixo meu top 5.
1. Título triplamente importante para Sabalenka
Aryna Sabalenka tem no currículo algumas derrotas pesadas, que vieram em jogos importantes (como finais de slam) nos quais ela ou era considerada favorita ou tinha boa vantagem no placar (ou ambos). Não foi o caso neste domingo, em mais uma final excelente contra Elena Rybakina. Assim como aconteceu na decisão do Australian Open, a belarussa teve uma quebra de vantagem na parcial decisiva e desperdiçou a dianteira. Desta vez, porém, Aryna salvou um match point jogando um ponto espetacular e, alguns minutos depois, comemorou o título. Uma vitória triplamente importante. Não só pela evidente conquista de Indian Wells, mas por não deixar que Rybakina criasse uma vantagem mental ao anotar dois triunfos importantes neste início de 2026. Além disso, trata-se de um título grande (ainda que não seja um slam) e de uma final vencida em condições duras. É crucial que Sabalenka tenha mais desses no currículo.
2. Enterremos a ideia de cinco sets no feminino
Jogão disputado sob sol, com temperaturas acima dos 30 graus. Rybakina parecia pregada já na metade do terceiro set. Sabalenka fechou a partida e enfiou a cabeça em um cooler. Alguém aí acredita que as duas teriam mantido o nível de tênis (que nem teve tantos ralis longos) ao longo de mais dois sets? Eu, não. Talvez tenha sido o jogo ideal para que enterremos de vez essa ideia idiota de ressuscitar os cinco sets no tênis feminino.
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"Eu estava tão acabada e tive cãibras depois da partida. Estava tão quente, estava fervendo. [O calor] Parecia vir da quadra [do piso], sabe?", lembrou Sabalenka na coletiva pós-jogo.
3. Sinner encontra um nível acima do resto
Quando a coisa apertou, Jannik Sinner mostrou um nível de tênis que ninguém alcançou em Indian Wells. Aconteceu nos dois tie-breaks contra João Fonseca, nas oitavas de final, e novamente neste domingo, na final, contra Daniil Medvedev. O brasileiro teve três set points na primeira parcial; o russo abriu 4/0, com dois mini-breaks, na segunda; e o italiano terminou o torneio sem perder sets, jogando um tênis majestoso sempre que foi levado ao (que parecia ser o) limite.
Sinner ainda tem um longo caminho a percorrer para ameaçar Alcaraz e tentar retomar o posto de número 1, mas Indian Wells - onde não competiu ano passado devido à suspensão cumprida por um caso de doping - foi um começo. De 3.150 pontos, a diferença entre eles caiu para 2.200.
4. Medvedev e a dureza do combo Alcaraz-Sinner
Daniil Medvedev vem mostrando um tênis soberbo desde o ATP de Dubai, onde foi campeão sem perder sets. Até a final de Indian Wells, o russo manteve-se invicto. O único a levá-lo a um tie-break foi Carlos Alcaraz nas semifinais - e, ainda assim, acabou derrotado. Medvedev conseguiu exibir um tênis agressivo, com variações, e voltou a contar com sua excepcional consistência (que andou em falta no ano passado). Um combo duríssimo de derrotar.
Quase tão duro quanto o combo Alcaraz-Sinner. Em Melbourne, Djokovic passou pelo italiano e caiu diante do espanhol. Na Califórnia, Daniil conseguiu derrubar Carlitos, que não perdia há 16 jogos, mas não esteve à altura de Jannik nos dois tie-breaks. Faltou pouco. Mas é este o tamanho do desafio para quem precisa lidar com ambos no mesmo torneio - sobretudo em dias consecutivos. Sim, Medvedev sai de Indian Wells em alta, mas o resultado final é mais uma demonstração dos porquês do duopólio do tênis masculino atual.
5. Fonseca mais em alta do que nunca
João Fonseca jogou tênis de top 10 nas partidas contra Tommy Paul e Jannik Sinner, o que é extremamente animador. Não sou otimista o bastante para entrar no bonde do "Fonseca teria sido campeão se derrotasse Sinner" porque há um punhado de elementos que precisam ser considerados (aspecto físico, expectativa/pressão, alto nível de adversários como Zverev e Medvedev, etc.). Soa raso demais o argumento do "se ele continuasse jogando naquele nível" porque trata-se de uma condicional bastante grande. Será que João jogaria tão solto sendo favorito contra Tien nas quartas? Será que conseguiria ser tão eficiente diante de tudo que Medvedev colocou na mesa esta semana? Será? Talvez, sim. Talvez, não. Dito isto, foi evidentemente delicioso ver o tênis agressivo de Fonseca colocando o número 2 do mundo em dificuldades.
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