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Eleição presidencial poderá mudar rumo de R$ 8 bilhões para as montadoras

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04.09.2026

Eleição presidencial poderá mudar rumo de R$ 8 bilhões para as montadoras

Quem assumir a Presidência da República em janeiro de 2027 herdará uma política automotiva com pelo menos R$ 8,1 bilhões em créditos financeiros ainda previstos para os dois anos seguintes.

Os planos de governo dos principais candidatos mostram diferenças importantes sobre qual deve ser o papel da União na hora de financiar, incentivar ou direcionar investimentos das montadoras.

Os recursos fazem parte do Mover, programa criado no atual governo Lula para estimular pesquisa, desenvolvimento tecnológico, descarbonização e produção no país. O Mover reservou R$ 19,3 bilhões entre 2024 e 2028: foram R$ 3,5 bilhões em 2024, R$ 3,8 bilhões em 2025 e o limite de 2026 é de R$ 3,9 bilhões. Para o governo que começa em 2027, restam R$ 4 bilhões naquele ano e R$ 4,1 bilhões em 2028.

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Para ter acesso aos benefícios, empresas habilitadas podem gerar créditos financeiros em contrapartida a investimentos e despesas enquadrados no programa, especialmente pesquisa e desenvolvimento e novos projetos de produção. Esses créditos podem posteriormente ser ressarcidos ou utilizados para compensar débitos tributários federais.

Embora o Mover tenha sido criado para a cadeia de mobilidade como um todo e possa beneficiar também fabricantes de autopeças e outros fornecedores, ele se tornou uma das principais ferramentas da política industrial para o setor automotivo, substituindo o Rota 2030 - política governamental criada em 2018 como sucessora do Inovar-Auto.

É o futuro desse modelo que os programas eleitorais deixam em aberto. Os candidatos não costumam escrever diretamente se vão "manter subsídio à produção automotiva". Mas os planos revelam diferentes visões sobre crédito público, benefícios tributários, política industrial, conteúdo nacional e as tecnologias que aptas a receber apoio do governo federal.

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