O falso debate é aquele que abre espaço para a gramática do negacionismo
O falso debate é aquele que abre espaço para a gramática do negacionismo
O suposto debate que envolveu um misógino contra duas não misóginas e um não misógino na Globonews releva coisas importantes sobre métodos usados para fabricar consensos perigosos e naturalizar barbáries. Conversando com o professor Michel Gherman a respeito do que aconteceu no debate em questão, escutei dele que essa gramática do negacionismo utilizada por Cazarré precisa ser nomeada.
Gherman tem razão e é a pessoa mais adequada, dado seu campo de pesquisa e currículo, para ver a tecnologia sendo colocada em jogo. O professor, que é mestre em Antropologia e doutor em História, trabalha no Departamento de Sociologia da UFRJ, onde coordena o laboratório Extremos: Religião, Política e Violência. Gherman é reconhecido como uma das maiores autoridades em estudos a respeito do nazismo no Brasil e tem diversas publicações sobre temas que envolvem holocausto, estudos judaicos, oriente médio, extrema direita, estudos de genocídio, violência política, nacionalismos e sionismo. Alertada por ele, tentei elaborar o assunto.
Mais do que uma mentira, o que Cazarré fez foi........
