O Brasil derrete enquanto os homens exercem seus podres poderes
O Brasil derrete enquanto os homens exercem seus podres poderes
O Brasil assistiu nesse já histórico 15 de setembro de 2026 a um espetáculo trágico, mas revelador, sobre como o poder dos homens se articula e se reinventa. Estava tudo ali para quem quisesse ver. Muitos homens e uma mulher que, atônita, testemunhava a prática de um ritual da masculinidade: gritos, interrupções, ofensas, voz alta - a eterna medição fálica espetacularizada e embalada na ideia de que nós estamos aqui para vê-los agir nesses termos, como se, desse tipo de atitude, pudessem ser circulados erotismo e libido.
Não, nós não queremos ver esse triste espetáculo. O que sentimos vendo homens exercerem seus podres poderes é repulsa. Time A, time B ou time C. Não importa. O teatro é melancólico e masturbatório: enquanto fingem que estão atuando em nosso nome estão mesmo tentando impressionar uns aos outros.
"O poder masculino extravasa suas forças na palavra, na voz, no pensamento e nas coalisões", escreveu a antropóloga Debora Diniz no Instagram depois que a sessão no STF foi........
