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Arroba de boi fica mais cara para mercado interno e externo

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27.02.2026

Vaivém das Commodities

A coluna é assinada pelo jornalista Mauro Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais, com MBA em derivativos na USP

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Arroba de boi fica mais cara para mercado interno e externo

Preço acumula alta de 10% no campo neste ano; em dólar, o aumento chega a 18%

Valor é resultado dos investimentos feitos na pecuária em 2021 e 2022, o que melhorou a oferta

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A arroba de boi gordo começou o ano custando R$ 319 no estado de São Paulo. Agora, está em R$ 351, uma alta de 10%. Isso encarece o produto para o consumidor nacional. O mercado externo, no entanto, também não está livre de uma pressão da proteína brasileira. Com a alta da arroba no campo e a queda do dólar no mercado interno, o preço do boi gordo, em dólares, subiu 18% neste ano. No início de janeiro, a arroba correspondia a US$ 58. Agora, a US$ 68,5.

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Poucas vezes, o preço da arroba superou US$ 60. Isso ocorreu em agosto de 2008, em novembro de 2010, em junho de 2021 e em março de 2022, quando atingiu o recorde de US$ 73. Em reais, o valor da arroba sai de uma média anual de R$ 255, em 2023 e em 2024, e sobe para R$ 330 neste ano.

O preço recente é resultado dos investimentos feitos na pecuária nos anos de 2021 e 2022, o que melhorou a oferta em 2023, 2024 e início de 2025, diz Thiago Bernardino de Carvalho, analista do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Esses investimentos se refletiram no avanço da produção brasileira, levando o país a ser o maior produtor mundial, ultrapassando os Estados Unidos, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

A estrutura dos confinamentos, que estão ficando cada vez maiores, permitiu ao país colocar 9,25 milhões de animais nesse sistema, 21% de todos os animais abatidos, diz Carvalho. A produção sustentou não só o aumento de exportações como também uma recuperação da demanda interna.

O que aconteceu nessa virada de ano? Além de um ritmo menor na oferta de animais de confinamento, típico do período, a chuva melhora o pasto, há um manejo dos animais e uma retenção maior de fêmeas para a inseminação. Isso gerou uma queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos. "A oferta no campo está sendo ajustada."

As exportações brasileiras estão favoráveis. A China vem comprando bem e outros países, como os Estados Unidos, retomaram ao mercado brasileiro. A baixa oferta de carne no mundo ajuda a entender esse momento das boas exportações brasileiras, mas tudo agora vai depender do câmbio. O dólar no patamar R$ 5,15, e a arroba a R$ 351, torna a carne brasileira menos competitiva em relação a outros concorrentes.

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Esse é o cenário para entender a mudança de comportamento no setor, diz Carvalho. A produção menor vinda do campo reduz a disponibilidade de carne para o menor patamar dos últimos 14 meses. O analista do Cepea acredita que, pelo menos até março e abril, a expectativa é de preços em patamares firmes.

Já o segundo semestre será uma incógnita, devido à China. Para Carvalho, se o Brasil mantiver uma produção mais ajustada no campo e exportações menores, haverá um equilíbrio vindo da demanda interna. Este será um ano de maior fluxo financeiro internamente, com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, eleições e de Copa do Mundo.

As exportações brasileiras para a China devem diminuir e, talvez, o Brasil venda cortes mais baratos, como do dianteiro. Se China e Estados Unidos comprarem mais da Argentina, como prometem, países abastecidos pelos argentinos virão para o Brasil, afirma ele.

Soja A EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) está propondo uma utilização de 5,61 bilhões de galões (21,2 bilhões de litros) de biodiesel e diesel renovável na mistura com combustíveis fósseis. Esse volume supera em 67% o atual. O esmagamento de soja, que foi de 69,9 milhões de toneladas no ano passado, subiria para 74,5 milhões.

Soja 2 Essa nova capacidade de esmagamento virá de projetos em andamento para nos próximos meses, que incluem expansões de fábricas já existentes ou a construção de novas, segundo Luiz Roque, analista do setor de grãos da Hedgepoint.

Estoques Caso a proposta da EPA seja aceita, haverá uma redução nos estoques finais de soja e de óleo de soja na temporada 2025/26. Isso poderá dar impulso aos preços da soja, segundo Roque.

Farelo A nova meta de mistura da EPA, se efetivada, trará um aumento na produção de farelo de soja que não será acompanhado pelo consumo, gerando um cenário de preço mais baixo, segundo o analista da Hedgepoint.

Milho A projeção de produção de milho da Hedgepoint é de 140 milhões de toneladas. A de soja, de 179,5 milhões.

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