Por que o cerco de Trump às facções é bom para o Brasil
Apesar do alarmismo de Lula, cerco de Trump às facções é bom para o país
No dia seguinte à decisão do governo Trump de classificar as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, anunciada na última quinta-feira, eu despertei surpreso com a calmaria.
Pelo tom exasperado e pelo viés antiamericano e anti-Trump predominantes na reação oficial do governo Lula, encampados pelos tais "especialistas" ouvidos pela mídia e reproduzidos por grandes veículos de comunicação do país e do exterior, eu tinha ido dormir temendo o pior.
Mesmo sabendo que a medida só deverá entrar oficialmente em vigor nesta sexta-feira, 5 de junho, tinha imaginado que o Brasil seria alvo, desde já, de uma espécie de "Dia D" —a megaoperação dos aliados contra as forças nazistas que ocupavam a França na Segunda Guerra Mundial— por parte dos ianques.
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Minha impressão era de que, pela manhã, os fuzileiros navais americanos desembarcariam na praia de Copacabana, no Rio, e jatos militares dos EUA despejariam centenas de paraquedistas na Praça dos Três Poderes, em Brasília, e na favela Paraisópolis, em São Paulo, para preparar a operação destinada a enfrentar o crime organizado no Brasil.
Não sei se mais gente teve a mesma percepção. Mas foi o que pensei logo após o anúncio da medida pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, influenciado por tudo o que li, vi e ouvi sobre o assunto naquela noite. Por isso, quando acordei e vi que a vida continuava normal, achei estranho. Foi aí que caiu minha ficha, como se dizia nos tempos dos velhos orelhões, e me dei conta de que a medida nem tinha entrado em vigor e que eu tinha "viajado na maionese".
Podem me chamar de paranoico, neurótico, louco, o que for, pelo meu "piro". Agora, diante do terrorismo retórico, com o perdão do trocadilho, e da histeria coletiva que tomaram conta do noticiário, quase 100% calcado nas bravatas nacionalistas e nas narrativas produzidas pelo Palácio do Planalto e por seus aliados, acredito que a minha percepção não era tão despropositada assim.
Em minha defesa, compilei alguns exemplos emblemáticos do que estou falando, que compartilho a seguir, para não dizerem depois que estou inventando tudo. "A decisão americana ameaça nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros", disse o governo Lula em nota oficial, misturando a medida anunciada pelos EUA contra as facções com as críticas ao "monopólio" do sistema de pagamentos brasileiro, mencionado como prática comercial "irrazoável" no documento que propõe um novo tarifaço de 25% sobre produtos do país.
O Trump quer dominar o Brasil", afirmou uma jornalista bem cotada na mídia. "Agora os EUA poderão promover ações contra embarcações........
