Quando o calor mata, quem cuida de quem?
Quando o calor mata, quem cuida de quem?
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Somos responsáveis e estamos sujeitos a um conjunto de eventos extremos ambientais distribuídos globalmente, que causam desastres em larga escala e alto número de fatalidades. Apenas no ano de 2026, vivemos desastres associados a megaenxurradas no Afeganistão em julho e no Nepal há apenas algumas semanas em agosto; chuvas fortes e deslizamentos de terra no Peru em fevereiro e na Etiópia em março; inundações no Brasil em fevereiro e nas Filipinas em agosto; vários terremotos como na Venezuela em junho e na Colômbia em agosto, assim como o supertufão Sinlako no Pacífico e o ciclone tropical Maila nas Ilhas Salomão, ambos no mês de abril.
Cada um desses eventos foi visto, registrado e divulgado como responsável por grandes tragédias visíveis a olho nu: imagens fortes de prédios tremendo, enxurradas varrendo vilas, morros deslizando, móveis flutuando e pessoas tentando fugir e sobreviver a esses eventos extremos cada vez mais frequentes e intensos.
Mas quando olhamos para o número de fatalidades, o evento extremo que mais provoca mortes por ano é o calor extremo, uma ameaça silenciosa que não pode ser vista nem fotografada, apenas sentida e relatada. De acordo com os dados oficiais, no último ano, o calor extremo causou aproximadamente 500 mil mortes no mundo. No Brasil, esse número chegou a mais de 10 mil mortes no ano.
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Felipe........
