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Afetado por luxo turístico, povo tradicional de Noronha pede reconhecimento

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24.05.2026

Afetado por luxo turístico, povo tradicional de Noronha pede reconhecimento

Trinta e oito anos após Fernando de Noronha virar território de Pernambuco e abrir as portas para o turismo, famílias tradicionais iniciaram uma luta para obter o reconhecimento de que são descendentes do núcleo fundador da ilha, que hoje passa por um processo de explosão do turismo de luxo e ocupação por "clandestinos".

Em julho de 2025, algumas dessas famílias se uniram e criaram a Associação Comunidade Tradicional de Fernando de Noronha. A entidade foi formalmente reconhecida e teve seu CNPJ emitido em abril. Na sexta da semana passada, ela entregou um documento contando sobre elas à governadora Raquel Lyra (PSD).

Fernando de Noronha funcionou oficialmente como presídio em dois períodos da história:

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1833 a 1942 - Funcionou como colônia penal, especialmente para falsificadores de moeda;

1964 a 1967 - Serviu como presídio político para presos considerados "subversivos" pelo regime militar.

Depois que o presídio foi desativado, ex-presos de bom comportamento e ex-funcionários da estrutura prisional e militares de baixa patente tiveram autorização para permanecer na ilha com suas famílias. Eles se somaram às pessoas que já viviam no local, como pescadores, agricultores e criadores de pequenos animais.

"Noronha sempre teve gente, entre idas e vindas, e seu povoamento definitivo se deu em meados de 1700. A ilha sempre foi um território fechado, ocupado pelas Forças Armadas e presos", conta Laura Santonieri, doutora em antropologia e consultora da associação recém-criada para dar visibilidade e encaminhar esse processo.

"Os membros do núcleo fundador de hoje descendem desse grupo de pessoas que vieram para cá garantir a segurança alimentar da ilha ou trabalhavam na estrutura carcerária do presídio", completa.

O reconhecimento oficial de........

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