O crime de ser católico
Estando de férias, é natural que tente desligar um pouco da voragem noticiosa e não me apeteça muito entrar em discussões políticas, mas há factos que são incontornáveis. A cada dia que passa vejo uma radicalização contra os israelitas, como se eles fossem os monstros e o Hamas uns santinhos. O que, como sabemos, está bem longe da realidade. Embora renitente, entrei numa ou noutra conversa, cara a cara, sobre o assunto, mas rapidamente desisti. É difícil combater o fanatismo, e mais com essa ideia fiquei quando li um comentário de António Louçã, sobre a inauguração de uma escola de Cascais – diga-se que teve um custo quase pornográfico de 175 mil euros, mas isso é outra história. Louçã, que julgo ser irmão do ideólogo Francisco, escreveu, ‘parodiando’ o facto de a escola ter sido benzida pelo patriarca de Lisboa: «Um presidente, um primeiro-ministro e um ministro da Educação a benzerem-se na inauguração de uma escola. E o Irão é que é a teocracia».Penso que este comentário revela muito bem como é impossível trocar argumentos com fundamentalistas. Não sei se é o caso do autor da frase, mas muitos dos correligionários desta corrente são os primeiros a exigir mesquitas para o Martim Moniz, que os muçulmanos........
