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“Não cobiçarás os bens do teu próximo”

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22.01.2026

O decimo mandamento (Êxodo 20:11) parece ser um ponto de partida apropriado para este ensaio, que aborda o desejo dos EUA de controlar tanto a Groenlândia quanto os Açores.

Em termos de área territorial, a comparação é como a de um rato com um elefante: os Açores medem 2.346 km² com uma população de 242.000 habitantes e a Gronelândia 2.160.000 km² com 57.000 habitantes, na sua maioria de ascendência inuíte. Ambos são considerados de importância estratégica para a NATO e são administrados por dois dos menores países da UE, Portugal e Dinamarca.

Foi em 1867 que o secretário de Estado americano, William H. Seward, negociou com sucesso a compra do Alasca por um preço irrisório, mas foi impedido de adquirir terras de tamanho semelhante no lado leste do Canadá. Daí em diante, a Groenlândia permaneceu sob domínio dinamarquês como colónia até abril de 1941, quando o embaixador dinamarquês no exílio assinou um tratado de defesa com o secretário Cordell Hull. Este tratado concedeu aos EUA exclusividade para a construção de diversas bases militares.

Após a Segunda Guerra Mundial, os EUA ofereceram-se para comprar toda a ilha por 100 milhões de dólares, pagáveis em barras de ouro, mas optaram por um novo e extenso acordo de segurança, após o qual foram construídas mais bases. A maior delas ficava no porto de Thule, onde bombardeiros B-52 eram mantidos em prontidão quase permanente para combate. Em 1968, um deles caiu........

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