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O reformador e o povo

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10.03.2026

Pedro Passos Coelho (PPC) tem uma aura de reformador. Ganhou-a pela coragem política manifestada como primeiro-ministro nos anos da troica («se algum dia tiver de perder umas eleições para salvar o país, que se lixem as eleições»). Ganhou-a quando afirmou que desejava ir «para além da troica» em matéria de reformas estruturais designadamente, privatizações, emagrecimento do Estado e flexibilização laboral. Consolidou-a, apesar do silêncio, por mero contraste com António Costa e a sua declarada aversão a reformas, («a expressão reformas estruturais arrepia-me; qualquer cidadão normal fica logo alérgico»). A aura reformista de PPC luziu de novo neste início de 2026 com uma sequência de aparições e declaração públicas. Ele não é muito explícito sobre as reformas que tem em mente, em que áreas e quais os seus contornos. Mais uma vez, tal como com António Costa, aposta no contraste com a timidez reformista de Luís Montenegro - por (falta de) convicção ou por escassez de espaço político no........

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