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Seguro, o Presidente chato de que Portugal precisa

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05.02.2026

As Eleições Presidenciais raramente são apenas sobre nomes. São, sobretudo, sobre o tempo em que vivemos e sobre o tipo de país que queremos ser quando o barulho baixa. Numa segunda volta em que, de um lado, está um populista de extrema-direita como André Ventura, e do outro António José Seguro, a escolha torna-se menos táctica e mais civilizacional. Não é exagero. É um momento em que importa escolher entre o ruído e a estabilidade, entre o impulso e a ponderação, entre a política como espectáculo e a política como função de Estado.

Depois de dez anos de uma Presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, marcada por uma presença constante e por uma relação muito próxima com o espaço mediático, talvez seja tempo de desejar outra coisa. Marcelo foi, em geral, um bom Presidente para o seu tempo: próximo das pessoas, profundamente empático, capaz de representar o país em momentos trágicos com humanidade e calor. Essa dimensão foi importante em crises como os incêndios, a pandemia ou outras situações de sofrimento colectivo. Ainda assim, a frequência dos comentários e das........

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