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A epidemia dos ecrãs: como proteger os olhos numa era digital

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04.02.2026

Nunca passámos tantas horas a olhar para ecrãs como hoje. Computadores, smartphones e tablets tornaram-se ferramentas indispensáveis para trabalhar, estudar, comunicar e até descansar. Este uso intensivo tem, no entanto, um custo silencioso: a chamada síndrome da visão do computador, um conjunto de sintomas que inclui fadiga ocular, ardor, visão turva, dores de cabeça e sensação de olho seco. Não se trata de um problema menor nem passageiro — é, de facto, uma epidemia ocular do século XXI. 

Sabemos que uma grande maioria dos utilizadores de dispositivos digitais apresenta algum grau de desconforto visual após uso prolongado. O problema não está apenas no tempo de exposição, mas sobretudo na forma como usamos os ecrãs: distância inadequada, postura incorreta, esforço excessivo de acomodação e, muito frequentemente, uma correção visual mal ajustada às exigências do trabalho digital.

Mas será esta síndrome inevitável?

A resposta é clara: não. A síndrome do computador raramente resulta apenas do “uso excessivo de ecrãs”. Na maioria dos casos, existe um problema ocular subjacente que agrava os sintomas. Entre os mais comuns encontram-se a necessidade de correção ótica não diagnosticada ou inadequada, olho seco, inflamação palpebral, alterações da visão binocular, problemas de acomodação, conjuntivite alérgica persistente ou outras patologias que interferem com a qualidade da visão.

Ver bem não é o mesmo que ver........

© Sapo