Despedir funcionários públicos? Sim
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Li esta semana no "Público" que a reforma do Ministério da Educação permitiu reduzir pessoal em 50% e traduz-se numa poupança anual de 50 milhões de euros, que resultou, essencialmente, da digitalização de tarefas até aqui desempenhadas por funcionários.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, não explica ao jornal que tarefas desempenhavam os trabalhadores em causa, se mudaram de serviço ou foram simplesmente para a reforma, mas diz que o objectivo é, mais do que poupar dinheiro, ter serviços eficientes. E é este o meu ponto.
O Estado emprega 766 278 trabalhadores. Os números, da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público, reportam a 31 de Dezembro de 2025 e representam um máximo histórico. Nunca tivemos tantos funcionários públicos e nunca os serviços públicos falharam tanto. Porquê?
Olhamos à volta e faltam professores nas escolas, faltam médicos e enfermeiros nos hospitais e centros de saúde, faltam polícias na rua e guardas nas prisões, faltam oficiais de justiça e juízes nos tribunais. Alguma coisa não bate certo.
Numa altura em que a pressão sobre as contas públicas aumenta, defender despedimentos na........
