China vs. EUA: Quem está a ganhar a corrida da IA?
Kimi K3 é o nome do novo modelo de Inteligência Artificial (IA) que pôs em causa a margem de liderança norte-americana no setor. Apresentado a 17 de julho pela empresa chinesa Moonshot AI, conseguiu superar os modelos americanos mais avançados em alguns testes, sobretudo de programação e gestão de agentes autónomos. Nas avaliações gerais ainda ficou atrás do GPT-5.6 Sol, da OpenAI, e do Claude Fable 5, da Anthropic, mas aproximou-se deles a um preço de funcionamento bastante inferior.
O modelo tornou-se tão popular que a Moonshot suspendeu temporariamente novas subscrições profissionais por falta de capacidade computacional. Também conhecemos mais detalhes sobre o Kimi K3 do que sobre os seus rivais americanos: tem 2,8 biliões de parâmetros, uma janela de contexto de um milhão de tokens — sensivelmente 750 mil palavras — e uma arquitetura que ativa apenas uma pequena parte do modelo em cada resposta. O número de parâmetros não determina, por si só, a qualidade, mas mostra a escala do modelo.
A Moonshot AI promete revelar todos os parâmetros do Kimi K3 a 27 de julho, algo que seria impensável no ChatGPT ou no Claude, dado que as grandes empresas americanas guardam a sete chaves a base dos seus modelos. Curiosamente, as empresas chinesas não, pois têm frequentes modelos de parâmetros abertos como o Qwen da Alibaba e o DeepSeek. Ter os modelos mais abertos ajuda as empresas chinesas a ganhar adoção global e a compensar a desvantagem em chips e na cloud.
Então, em julho de 2026 ainda se pode dizer que os Estados Unidos estão confortavelmente à frente da China nas suas capacidades de IA? Já não. Pode dizer-se que continuam à frente? Sim, pode-se. Os modelos americanos ainda lideram as avaliações gerais, mas o Kimi K3 mostra que a diferença já é suficientemente pequena para desaparecer em determinadas tarefas........
