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Divórcio, casamento, confusão

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O futebol é a coisa mais importante entre as  coisas menos importantes, disse um dia Arrigo Sacchi, mas olhar para o jogo assim não significa desvalorizar a sua importância social, económica e até política. Numa altura tão vital do mundo e do nosso país, com uma crise que se vislumbra há muito e consequências que ainda não começámos sequer a imaginar, assistir a este exercício de falta de critério pelo melhor presidente que o Sporting teve nas últimas décadas deixou-me preocupado. 

Desisti de ouvir a conferência de imprensa já para lá do minuto 20 — acabei por ouvir o resto mais tarde. Até essa altura, Paulo Fonseca e a sua equipa técnica permaneciam atirados para um lado da sala, mãos cruzadas à espera de serem apresentados por Varandas, enquanto os minutos passavam com penosa lentidão. Suspeito que eles se sentissem um pouco perplexos com o rumo dos acontecimentos: por que raio a apresentação passara para segundo plano, sacrificada pela necessidade tardia que Varandas tivera de justificar o despedimento — correto, embora novamente tardio — de Rui Borges?

Foi embaraçoso ver o novo treinador leonino ser secundarizado num momento tão simbólico para ele e para o clube. É verdade que Frederico Varandas também falou de Paulo Fonseca, mas falou muito mais de Borges, ora elogiando o ex-treinador, ora enterrando-o friamente quando por exemplo disse que, se fosse pelo ex-técnico, a equipa teria sido ainda mais decepada.

Teria mesmo? Podemos confiar nesta declaração inesperada ou ela serviu apenas para que Varandas procurasse iluminar positivamente uma série de decisões — a saída súbita de tantos bons jogadores — que se estão a revelar desportivamente erradas? Os cofres estão cheios, sim, o que é bom. No entanto, o futebol jogado está muitíssimo aquém dos........

© Sapo