Quem são os senadores que apresentaram emendas para flexibilizar ou adiar fim da escala 6×1
Senadores Hermes Klann (PL‑SC), Izalci Lucas (PL‑DF), Oriovisto Guimarães (PSDB‑PR) e Hamilton Mourão (Republicanos‑RS) apresentaram 12 emendas que buscam adiar ou flexibilizar o fim da escala 6×1.
As propostas foram submetidas à Comissão de Constituição e Justiça nos dias 25 e 26 de setembro, logo após a PEC ser retomada pelo Senado, após três meses travada por Davi Alcolumbre.
Entre as mudanças, a emenda de Klann estende a transição para quatro anos e permite jornadas de até 44 horas via negociação coletiva, além de autorizar contratação por hora trabalhada.
A PEC, aprovada na Câmara em maio, previa a redução progressiva para 40 horas semanais; as emendas podem postergar ou modificar essa meta.
Assim que chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal após ser travada por quase três meses pelo presidente Davi Alcolumbre (Uniã-AP), a PEC pelo fim da escala 6×1 já sofreu uma ofensiva bolsonarista para adiar ou reverter a redução da jornada de trabalho.
Ao todo, o projeto aprovado na Câmara dos Deputados em maio recebeu 12 emendas que adiam a transição para a jornada de 40 horas semanais, permitem a jornada de 44 horas em alguns casos, permitem contratação por hora trabalhada ou retiram mecanismos que obrigam a adaptação mais rápida das empresas, entre outras propostas que alteram o relatório final aprovado pelos deputados.
Os autores das emendas são quatro, dois do Partido Liberal (PL), um do PSDB e um do Republicanos. São eles Hermes Klann (PL-SC), Izalci Lucas (PL-DF), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). As emendas foram apresentadas na terça-feira (25) e na quarta-feira (26).
Veja abaixo o autor de cada emenda, o que diz cada proposta e quais os seus impactos no fim da escala 6×1.
Hermes Klann: Aumenta transição e permite jornadas de 44 horas
O senador Hermes Klann (PL-SC) apresentou as emendas 1, 2 e 11.
Emenda 1: Aumentar a transição para quatro anos
O que muda: Ao invés da jornada passar de 44 para 42 horas dois meses após a promulgação e para 40 horas um ano depois, como prevê o relatório final aprovado na Câmara dos Deputados, a redução ocorreria uma hora por ano: 43 horas no primeiro ano, 42 no segundo, 41 no terceiro e 40 somente a partir do quarto ano. Desse modo, a emenda atrasa a implementação da redução da jornada e adia o fim da escala 6×1.
Emenda 2: Permite jornadas de até 44 horas por negociação coletiva
O que muda: permite que lei, convenção ou acordo coletivo estabeleçam regimes diferenciados de trabalho, inclusive com jornadas de até 44 horas semanais. A emenda também elimina o artigo 3º da PEC, que determina que, dois meses depois da........
