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Uma escolha nada difícil

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tuesday

Em entrevista ao Canal Livre, Lula disse acreditar na vitória no primeiro turno e lançou um desafio aos eleitores: comparar biografias, experiência e realizações. É um critério simples. Na reta final da campanha, porém, a comparação precisa incluir também as propostas e os compromissos que cada candidato já assumiu. 

Uma reportagem de Jamil Chade, publicada no ICL, acrescenta uma dimensão decisiva a essa escolha. Generais e militares do alto escalão relataram preocupação com o alinhamento que Flávio Bolsonaro promete aos Estados Unidos de Donald Trump.  

Segundo a reportagem, eles temem que a adesão ao projeto norte-americano de combate ao narcotráfico desvie as Forças Armadas de sua missão de defesa nacional, exponha informações estratégicas e enfraqueça a indústria bélica brasileira. 

Não é uma manifestação oficial das Forças Armadas, nem permite atribuir uma posição a todos os militares. É o relato de uma inquietação dentro da caserna — inclusive entre setores nacionalistas e conservadores — diante de propostas públicas de Flávio. 

Flávio prometeu incluir o Brasil no Escudo das Américas, coalizão de países latino-americanos e caribenhos liderada pelos Estados Unidos de Trump. Também ofereceu ao Departamento de Estado dos Estados Unidos espaço em sua equipe de transição, caso eleito. 

O candidato quer aproximar a política de defesa brasileira de um projeto concebido em Washington. A pergunta não é se o Brasil deve cooperar com outros países contra o crime. Deve. A pergunta é quem define os termos da cooperação e quem conserva o comando sobre o........

© Revista Fórum