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Gilberto Kassab e o dado de 7 lados

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24.02.2026

Gilberto Kassab, presidente do PSD, busca um "lugar seguro" para o partido nas eleições de 2026 e além.

Kassab lançou múltiplos pré-candidatos à presidência em 2026, visando fortalecer o PSD e influenciar o segundo turno.

A estratégia de Kassab inclui a possibilidade de apoiar Lula em 2026, dependendo do cenário econômico e político.

O PSD, sob Kassab, prioriza a influência em prefeituras e a capacidade de negociação no Congresso, mirando um papel chave no próximo governo.

Diz o folclore político de Brasília que se você estiver em uma festa e um incêndio irromper, e em meio à confusão você vir o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab saltando por uma janela, não entre em pânico e não hesite: vá atrás dele. Ele sempre cairá em local seguro. Alea jacta est.1

Gilberto Kassab é desses políticos que fazem esse folclore se transformar em um dado de realidade. Um breve resumo mostra que a trajetória política de Gilberto Kassab confirma o folclore. Sempre haverá um padrinho, um acordo político, um local seguro, no qual ele e seu grupo de comandados se acomodarão e a regra básica é que não há compromisso com mandatos e tarefas por longos períodos. Se a política é como nuvem no céu, Kassab é um dos maiores especialistas em previsão meteorológica da política nacional.

O quadro abaixo é uma tentativa de demostrar a veracidade dessa assertiva.

Gilberto Kassab se explicita na seguinte afirmação: 2. ‘Dono’ do Partido Social Democrático, que foi fundado por ele e por seu mestre, Guilherme Afif Domingos 3, em 2011 após o fim do PFL, o PSD conta hoje com 45 deputados na Câmara dos Deputados e 13 senadores, sendo que o partido elegeu o maior número de prefeitos nas eleições municipais de 2024: foram 887 prefeituras, mesmo com ‘apenas’ (!!!) 470.576 filiados compondo o quadro da sigla.

O ‘dado foi lançado’ por Kassab. Tentemos entender o que busca o Presidente do PSD. Como um bom ‘jogador’, o ‘dado’ de Kassab não tem seis lados, tem sete: (1) Tarcísio de Freitas; (2) Ratinho Júnior; (3) Ronaldo Caiado; (4) Eduardo Leite; (5) Romeu Zema; (6) Flávio Bolsonaro, esse quase no rabo da fila, pois Kassab não acredita na possibilidade de vitória do filho 01 de Jair Bolsonaro; e (7) Luiz Inácio Lula da Silva, naturalmente, pois o Presidente do PSD está em busca de um ‘lugar seguro’ para estar entre 2027/2030. Lula é a sétima face do ‘dado’ de Kassab.4

Em sã consciência, quem lança três pré-candidatos em um só dia, de uma única vez? A resposta é: Gilberto Kassab5. Naquele dia, praticamente em rede nacional, Kassab se cacifou para o pleito de 2026, em detrimento dos três sonhadores. Arrisco afirmar que nenhum deles será Presidente da República em 2026, quiçá serão candidatos pelo reduzido potencial de vitória. Analisaremos, brevemente, a seguir, esse cenário. Kassab sabe disso e os usou de maneira magistral, todavia vil, em razão de sua extrema habilidade. Os três pareciam crianças querendo comer os brigadeiros da festa de aniversário antes de ‘cantar os parabéns’. Kassab busca seu ‘lugar seguro’ – para ele e para o PSD – e isso independe de cores partidárias. Lançará um dos três ou um quarto nome que se mostre mais competitivo.

No fundo a estratégia de Kassab é a indicação do candidato a vice na chapa de Lula. Como essa cadeira está firmemente ocupada por Geraldo Alckmin, do PSB (não esqueçamos, o vice-presidente e Kassab são aliados desde os tempos de PSDB), e nosso homem do tempo está de olho no segundo turno, momento em que ‘seus votos’ serão disputados por quem lograr êxito em ocupar essas duas vagas!

Ao ‘pular mais essa janela’ Kassab não o fará sem saber onde vai cair. Evita descartar o governador de São Paulo, confirma a escolha não de um nome da sigla presidida por ele, mas de três nomes, ao mesmo tempo, todos eles sorridentes na foto do ‘velório eleitoral’, e deixa aberta uma porta política para as eleições de 2026. Mas observemos como funciona a cabeça do nosso ‘meteorologista’, para alguns um oráculo: Kassab também chegou a declarar que Tarcísio de Freitas é um potencial candidato a presidente nas eleições de 2030, pois sabe que Tarcísio não trocará o certo (sic) pelo duvidoso. E Kassab joga duplo: fichas nas eleições de 2026, mas de olho em 2030, quando certamente teremos um cenário sem Lula!

Alguns diriam: Kassab está perdido. Não! O PSD tem o seu rumo. Ou é com o governador Tarcísio de Freitas (SP), ou com o governador Ratinho Júnior (PR), ou com o governador Eduardo Leite (RS) ou com o governador Ronaldo Caiado (RS). Como costuma dizer Kassab, “isso é algo que está pacificado dentro do partido e, portanto, vamos aguardar [a decisão do Tarcísio]”. Diante da verdadeira diáspora que graça no espectro da direita brasileira, com inestimável colaboração de gente como o Dep. Nikolas Ferreira, o menino maluquinho (mil perdões, Ziraldo) e do explosivo pastor atômico Silas Malafaia (que ama Tarcísio e Michele, que não ama Flávio, que até amaria outro qualquer, desde que não seja da esquerda), a tarefa eleitoral de Kassab e de seu PSD o leva por uma trilha na qual poderá se encontrar com Lula no segundo turno, se houver.

Segue um breve resumo de como vemos a posição de Gilberto Kassab em relação aos nomes hoje colocados no tabuleiro eleitoral, sujeito a muitos complementos e críticas dos leitores:

Tarcísio de Freitas (SP): mantidas as condições de temperatura e pressão, será candidato à reeleição ao Governo do Estado de São Paulo, para tristeza de mais da metade da Faria Lima e de 100% da mídia conservadora nacional.

Ratinho Júnior (PR): pensemos, com coragem, onde o Governador do Paraná teria votos além do Estado do Paraná, em parte de SP e no Centro-Oeste do agro, além do Paraguai, onde seu pai finca pés e pretende investir a poupança acumulada com seus anos de TV? Ratinho, como outros políticos, caminhou por diversas siglas (PSB, PPS, PSC, PSD) e conta com o apoio do pai nessa pragmática miríade partidária. Segundo Thomas Traumann, de O GLOBO5, “apesar de ter como assessor o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro, Ratinho Junior não pretende ter, no curto prazo, um porta-voz econômico.” E o que propõe?

Eduardo Leite (RS): conseguiria justificar para o eleitor brasileiro que o caos no RS se deu apenas em razão do ciclo meteorológico (chuvas) colocando a culpa em Deus e São Pedro? Eduardo Leite se filiou ao PSD após 24 anos no PSDB. Filiação em cerimônia realizada em São Paulo, na qual foi anunciado como pré-candidato à presidência da República em 2026.

Ronaldo Caiado (GO): conseguiria convencer o eleitor nacional que seu permanente estado de ódio à esquerda (desde o apoio familiar ao Golpe de 1964, até os tempos da falecida UDR) que seu governo resolverá os problemas nacionais e que ‘bandido bom é bandido morto’? Ronaldo Caiado deixou o União Brasil e se filiou ao PSD mirando a presidência da República em 2026, sonho divulgado aos quatro ventos, o tempo todo. E Goiás que aguarde!

Romeu Zema (MG): Kassab viabilizaria nacionalmente o nome do Governador mais vinculado ao bolsonarismo e que transformou a dívida do Governo de MG em um montante impagável? Zema defendeu a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para suspender o pagamento da dívida, mas enfrentou críticas por não ter pago um centavo do montante em seus seis anos de mandato. A dívida acumulada em dezembro de 2024 era de mais de R$188 bilhões, refletindo decisões históricas que moldaram a situação fiscal do estado. O Governador de MG é filiado ao Partido Novo (NOVO) desde janeiro de 2018, após ter sido associado ao Partido Liberal (PL).

Flávio Bolsonaro (RJ): se os candidatos utilizarem nos debates metade do conteúdo das matérias publicadas pela jornalista Juliana Dal Piva (“Anatomia da Rachadinha”; “A vida secreta de Jair”; e “O negócio do Jair – a história proibida do clã Bolsonaro”), para quem a candidatura de Flávio Bolsonaro é kamikaze, ao sair derrotado na campanha eleitoral provavelmente será lembrado como aquele que ‘apagou a luz’ do bolsonarismo.

Luiz Inácio Lula da Silva (BR): a visão pragmática de Kassab se assentará no cenário econômico nos anos de 2025/2026, ou seja, mantidos os níveis atuais de emprego, renda, inflação controlada, reservas internacionais elevadas, exportações crescentes, respeitabilidade internacional em alta etc, e o eleitor demonstrando um rumo no qual pretende seguir, Kassab não hesitará em escolher aquele que lhe garantirá o tal ‘lugar seguro’ nos próximos anos, mesmo que esse nome seja o de Lula.

Mas o que os dados do TSE mostram? Dentre vários outros aspectos, o gráfico abaixo indica que o MDB continua como o Partido político com o maior número de filiados do País (2.0276.655), seguido pelo PT (1.653.361)6. Mas para o objetivo das análises aqui pretendidas, cabe destacar os filiados ao PSD (470.576). E mais: o Brasil conta com um eleitorado apto a votar, em 2026, na ordem de 155.912.680, distribuídos por 5.569 municípios. Temos mais de meio milhão de seções eleitorais (500.341). Portanto, é nessa capilaridade que os partidos políticos apostam e estão de olho.

Filiação por Partido Político

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE). In https://sig.tse.jus.br/ords/dwapr/r/seai/sig-eleicao-filiados/home?session=1975957503982 (Acessado em 16.02.2026)

Cabe perguntar, então: é mais importante ter um maior número de filiados ou estar com os dois pés fincados em 887 prefeituras? Gilberto Kassab sabe que os dois aspectos contam muito. O espaço de ação de Kassab nas eleições ganha maior relevância na realização de um segundo turno em 2026, o que cacifará ainda mais o PSD. Ele sabe disso! Mas na hipótese das eleições se definirem no primeiro turno, o encontro entre Lula e Kassab já está marcado para os corredores do Congresso Nacional, onde o seu peso político certamente garantirá ao Presidente eleito a possibilidade de uma maioria parlamentar almejada e ao PSD (Kassab e seu grupo) certamente mais que o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovações (MCTI) ou algo como o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Para além dos nomes e das inúmeras especificidades das eleições nos diversas Estados, importante olharmos em específico para MG, RJ e SP (para alguns o verdadeiro Triângulo das Bermudas das eleições presidenciais de 2026), vis-à-vis o grande peso que a Região Nordeste assumiu nas últimas eleições nacionais e onde o pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva tem vantagem inegável.

Com os dados das eleições presidenciais de 2022, imaginando um cenário de eventual segundo turno, analisemos a hipótese em que Lula disputará a reeleição para seu 4º Mandato Presidencial com um candidato capaz de aglutinar todas as forças anti-PT. Vejamos a votação daquele ano:

O que os dados acima nos permitem supor? Faço breves comentários que levam em consideração a vitória de Lula (2022) obtida para o terceiro mandado e os resultados socioeconômicos obtidos até aqui em seu governo (2023/2026):

(i) O peso da vitória de Bolsonaro, por exemplo, no Acre, Rondônia e Roraima (com mais de 70%) deve ser relativizado/minimizado frente à vitória obtida por ele na Região Sul, onde certamente foi muito mais relevante para o seu resultado eleitoral nacional em razão do número de eleitores no Sul (região na qual obteve desempenho médio superior a 62%);

(ii) SP e RJ permanecerão centrais para o bolsonarismo, podendo sair daí uma eventual vitória do candidato apoiado pelas forças conservadoras, incluso o PSD de Kassab;

 (iii) Lula e sua coligação, por sua vez, terão a tarefa de reduzir a diferença verificada em SP e RJ (em 2022) e ampliar a diferença alcançada em MG, bem como no Amazonas (2.647.123 eleitores: 51,1% x 48,9%) e principalmente no Pará (6.078.857 eleitores: 54,75% x 45,25%); e por fim

(iv) Lula poderá crescer no Nordeste (região com cerca de 28% do eleitorado), em particular nos estados com maior número de eleitores: Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão. Juntos esses 4 Estados possuem mais de 30 milhões de eleitores!

Os dados eleitorais permitem perguntar: Quem dos 6 lados do dado de Kassab tem a possibilidade de ter mais votos que Jair Bolsonaro em SP, RJ e MG? Quem dos pré-candidatos se aproximaria da votação de Lula no Nordeste? Quem dos ‘escolhidos’ teria melhor desempenho nas eleições como candidato do PSD? No cenário de hoje, Kassab está ciente que nenhum deles. Kassab não deseja fazer essa aposta ainda.

Aguardará o tempo melhorar para fazer a semeadura em abril, para colher um lugar seguro a partir de outubro de 2026!

No período de definição de Kassab por um candidato anti-Lula, serão decisivos os egos de Ratinho, Caiado e Eduardo Leite (quem viver, verá); uma possível reviravolta de Tarcísio em SP (só se a Rede Globo apostar tudo); um ‘novo’ Zema (improvável); ou um Flávio Bolsonaro livre das consequências do pai preso na Papudinha e da madrasta candidata (muito difícil que vejamos mudanças nesse cenário). Tudo isso poderá refletir até onde todos funcionarão como peças no jogo de dados que interessa ao próprio Kassab e ao PSD.

Kassab ‘sente’, como poucos, o cheiro de voto.

Kassab ‘perdeu’ Tarcísio de Freitas para São Paulo.

Kassab ‘visualizou’ que não conseguirá indicar o vice na Chapa de Lula.

Kassab ‘definiu’ que Caiado, Ratinho e Zema não devem atrapalhar seus planos.

Kassab ‘buscou’ – e ao que tudo indica já achou – uma janela para pular, garantindo ao PSD e ao seu grupo um ‘lugar seguro’.

Kassab ‘sabe’, como Malafaia e Nikolas (que já se encarregaram de ‘botar fogo no parquinho da direita’), da imensa dificuldade que será explicar para os eleitores a Fantástica Fábrica de Chocolate de Flávio Bolsonaro; as Rachadinhas; a mansão brasiliense comprada com o beneplácito do Banco de Brasília, aquele banco ligado aos tentáculos do GDF no caso BRB-Master/Vorcaro; além da aquisição das dezenas de propriedades imobiliárias compradas com ‘dinheiro vivo’ pela família Bolsonaro.

Kassab ‘introjetou’ que em um possível quarto mandato de Lula será fundamental um Parlamento muito menos hostil e muito mais organizado e os dois se beneficiarão dessa simbiose: cada um cuidando da sua Presidência (um no Executivo, o outro no Legislativo).

Kassab ‘assistiu’ ao desfile das Escolas de Samba na Marquês de Sapucaí (RJ). ‘A arte não é para covardes’, disse o Presidente da Acadêmicos de Niterói, pois o carnaval reflete a diversidade e a identidade nacional.

Kassab ‘viu’ que muita gente gostou e cantou o lindo samba enredo da Acadêmicos de Niterói, a despeito da cobertura televisiva desigual, o que não impediu o momento mágico em que ecoou por toda a avenida o samba enredo da energia e da vitalidade dessa festividade chamada carnaval:

Olê, olê, olê, olá Vai passar nessa avenida mais um samba popular Olê, olê, olê, olá Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá Vai passar nessa avenida mais um samba popular Olê, olê, olê, olá Lula, Lula

(1) Alea jacta est (grafia medieval) ou alea iacta est (grafia clássica) significa, em português, “o dado foi lançado”, mas traduzido comumente como “a sorte foi lançada”. In https://pt.wikipedia.org/wiki/Alea_jacta_est (Acessado em 13.02.2026)

(2) In https://veja.abril.com.br/politica/kassab-reafirma-quem-seria-o-melhor-candidato-contra-lula-nao-e-correto-usar-nunca-em-politica/ (Acessado em 13.02.2026)

(3) Guilherme Afif Domingos é um político brasileiro hoje filiado ao Partido Social Democrático (PSD), criado pelo pupilo. Foi vice-governador de SP (2011 e 2014), Ministro-Chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República (2013 e 2015); presidiu o Sebrae Nacional (2015 e 2018); foi assessor especial do ministro da Economia, Paulo Guedes, no Governo Bolsonaro (fevereiro de 2019 a maio de 2022). Atualmente é secretário especial de Projetos Estratégicos do Estado de São Paulo. Os períodos entre parêntesis são autoexplicativos da imensa capacidade de Afif de encontrar ‘locais seguros’. In https://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme_Afif_Domingos (Acessado em 16.02.2026)

(4)“As faces do dado são numeradas de 1 a 6. A soma das faces opostas é sempre igual a 7, ou seja: 1 está oposto a 6, 2 está oposto a 5 e 3 está oposto a 4.” In os lados do dado – Pesquisar

(5) “A definição do PSD de lançar candidatura própria à Presidência da República em 2026 provocou um impasse político em Minas Gerais e expôs contradições dentro da articulação da direita no estado. A decisão partiu do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e atinge diretamente o arranjo local liderado pelo vice-governador Matheus Simões, pré-candidato ao governo mineiro e aliado declarado do governador Romeu Zema, que também se coloca na corrida presidencial pelo partido Novo.” In https://www.msn.com/pt-br/políticas/relações-internacionais/kassab-gera-impasse-político-em-minas-ao-bancar-três-nomes-ao-planalto/ar-AA1VoPh6 (Acessado em 14.02.2026)

(6) Segundo a matéria abaixo, há uma grande defasagem entre o número divulgado pelo TSE e aquele que o Partido dos Trabalhadores contabiliza: “PT filia mais de 340 mil e soma quase 3 milhões de filiados em todo país. Partido encerrou no dia 28 de fevereiro a campanha nacional de filiação com um total de 341.315 novas inscrições, e soma hoje 2.949.507 filiados/as rumo à realização do PED 2025 (Publicado em 06/03/2025 12h41). In https://pt.org.br/pt-filia-mais-de-340-mil-e-chega-a-quase-3-milhoes-de-filiados-as-em-todo-o-brasil/ (Acessado em 16.02.2026)


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